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TEOFRASTO

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TEOFRASTO

Teofrasto foi um filósofo da Grécia Antiga, sucessor de Aristóteles na escola peripatética.

Era oriundo de Eressos, em Lesbos, seu nome original era Tirtamo, mas ficou conhecido pela alcunha de 'Teofrasto', que lhe foi dada por Aristóteles, segundo se diz, para indicar as qualidades de orador.

Depois de ter recebido uma primeira introdução à filosofia em Lesbos, de parte de um Leucipo ou Alcipo, foi para Atenas e conseguiu integrar-se como membro do círculo platónico.

Depois da morte de Platão, ligou-se a Aristóteles e provavelmente acompanhou-o a Estagira: a amizade íntima de Teofrasto com Calistenes, o aluno e companheiro de Alexandre Magno, a menção no testamento a uma quinta em Estagira e os repetidos apontamentos sobre a cidade e os museus na História das Plantas são fatos que levam a esta conclusão.

Aristóteles, no testamento, nomeou-o como tutor dos filhos, legando-lhe a biblioteca e os originais dos trabalhos e designando-o como sucesor no Liceu, quando se mudou para Calcis.

Eudemo de Rodes também alude a esta situação e diz-se que Aristóxeno ficou ressentido com esta decisão de Aristóteles. 

Liceu

Teofrasto presidiu à escola peripatética durante trinta e cinco anos e morreu em 287 a.C.. Sob a direcção, a escola floresceu admiravelmente — chegando a ter em torno de 2000 estudantes — e quando Aristóteles morreu, Teofrastos adquiriu um jardim próprio, com a ajuda de seu amigo íntimo Demétrio de Faleros.

Menandro, o poeta cômico, foi um dos alunos .

A popularidade manifestou-se no respeito que lhe tinham Filipe II da Macedónia, Cassandro e Ptolomeu I e pela improcedência de uma acusação de irreligiosidade que fora interposta contra ele.

Foi honrado com um funeral público, e "a totalidade da população de Atenas honrou-o grandemente, seguindo o cortejo até à sepultura", segundo relata Diógenes Laércio.

Pelas listas dos antigos se conclui que as atividades se estenderam a todos os campos do conhecimento contemporâneo.

Os escritos diferem provavelmente pouco do tratamento aristotélico dos mesmos temas, embora com detalhes suplementares.

Influenciou o tempo como um grande divulgador da ciência. Os escritos mais importantes são dois volumosos tratados botânicos:

Historia plantarum História das plantas, em nove livros originalmente dez.

De causis plantarum Sobre as causas das plantas, em seis livros originalmente oito.

Estes tratados constituem a mais importante contribuição à ciência botânica de toda a antiguidade até ao Renascimento.

Também nos chegaram fragmentos de outra parte da obra, como uma História da física, um tratado Sobre as pedras, um trabalho Sobre as sensações De sensibus e um sobre Metafísica Airoptai, que provavelmente era parte de um tratado sistemático.

Alguns fragmentos científicos menores foram compilados nas edições de J. G. Schneider 1818-21 e F. Wimmer 1842-62 e na edição de bolso Analecta Theophrastea.

A obra O carácter merece uma menção à parte. O trabalho consiste num panorama breve, vigoroso e mordaz dos tipos morais, que contém uma valiosa descrição da vida da época.

Trata-se, definitivamente, da primeira tentativa de escrever uma sistematização dos escritos de uma sistemática do carácter.

O livro foi considerado por alguns especialistas como um trabalho independente; outros inclinam-se para o ponto de vista de que Teofrasto só terá escrito um rascunho, que foi recompilado e editado depois da morte; outros são da opinião que O carácter fazia parte de um trabalho sistemático mais amplo; mas o estilo do livro contradiz esta opinião.

Teofrasto teve muitos imitadores nesta maneira de escrever, notavelmente Hall 1608, Sir Thomas Overbury 1614-16, o bispo John Earle 1628 e Jean de La Bruyère 1688, que chegou a traduzir O carácter.

Diógenes Laércio cita entre as frases de Teofrasto esta: "Se és ignorante, comportas-te prudentemente, mas se tens educação, comporta-te estultamente .

Também cita que aos discípulos, que lhe perguntaram qual era a sua última mensagem, respondeu antes de morrer:

"Nada tenho a declarar em particular, a não ser que, como a vida demonstra, muitos prazeres são mera aparência. Com efeito, mal começamos a viver e logo morremos. Nada é mais nocivo que a ambição desmedida.

Desejo-vos boa sorte, e renunciai à minha doutrina, que custa muitas fadigas, ou dedicai-vos a ela denodadamente, porquanto a glória é grande.

A vida proporciona mais decepções que vantagens. Mas, agora que já não é possível deliberarmos sobre a conduta reta, escolheis vós mesmos o que deveis fazer ".

Referência aos judeus

Em um dos fragmentos da obra de Teofrasto, De Pietate Perì Eusebeías, encontramos a seguinte referência aos judeus, que ele entende constituirem uma parte do povo sírio :

"Os sírios, de quem os judeus constituem uma parte, até hoje sacrificam vítimas vivas, segundo o seu antigo modo de sacrificar; se alguém nos mandasse sacrificar do mesmo modo, nós nos recusaríamos.

Pois eles não comem as vítimas, mas queimam-nas totalmente de noite e, derramando sobre elas mel e vinho, eles rapidamente destroem a oferenda, para que o sol que tudo vê não possa olhar para a coisa terrível.

E eles fazem isto jejuando em dias intercalados.

Durante todo o tempo, sendo filósofos por raça, eles conversam entre si sobre a divindade e à noite eles observam as estrelas, contemplando-as e rezando para Deus.

Eles foram os primeiros a instituir sacrifícios de seres vivos e de si mesmos; mas eles fazem isso por necessidade e não porque gostam".

Plantas, animais e mesmo seres humanos eram oferecidos à divindades, como Moloque, um deus dos povos cananeus, quando se desviavam da adoração do Deus YHWH Javé ou Jeová.

TEXTO WIKIPÉDIA

 

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