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VILA DA SERTÃ

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VILA DA SERTÃ

A Sertã é uma vila portuguesa pertencente ao distrito de Castelo Branco, região Centro, sub-região do Pinhal Interior Sul e diocese de Portalegre e Castelo Branco, com cerca de 2 300 habitantes, sendo a principal vila do Pinhal Interior Sul. É sede de um município com 453,13 km² de área e 15 880 habitantes,subdividido em 10 freguesias.

O município é limitado a norte por Pedrógão Grande, Pampilhosa da Serra e Oleiros, a leste por Oleiros e Proença-a-Nova, a sul por Mação e Vila de Rei, a sudoeste por Ferreira do Zêzere e a oeste por Figueiró dos Vinhos.

Etimologia

É provável que a Sertã fosse conhecida durante o Império Romano, com o nome de Sartago, em acusativo Sartágimem, de cujo declinação deriva o topónimo Sertã. Já Adalberto Alves, no seu Dicionário de Arabismos da Língua Portuguesa, indica como possível origem do topónimo Sertã a palavra árabe saraṭân, «lagostim do rio». De entre as grafias arcaicas, podem assinalar-se Sartagine nas Inquirições de Afonso II, Sartaãe nos documentos dos tempos de D. Dinis, Sertaã durante o reinado de Afonso IV, Sartaã e Sartãe durante o reinado de Afonso V, Sertam ou Sertaãe nos tempo de Manuel I, Certãa Certan e Sertãa no século XVIII.

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A grafia Certã tornou-se comum no século XVII, embora se ateste a forma etimológica Sertã desde a dinastia filipina. No entanto, outras grafias, tais como Certãa ainda eram frequentes no final do século XIX.

Deve assinalar-se ainda a forma Sertãe em obras como o Auto da Lusitânia de Gil Vicente. É possível encontrar também as grafias Certam, Sertan, Sartan e Sartã.

No Vocabulario Portuguez e Latino, do padre Raphael Bluteau, o primeiro grande dicionário de língua portuguesa, publicado em dez volumes entre 1712 a 1728 em Coimbra, pelo Colégio das Artes da Companhia de Jesus surgem tanto as palavras Certãa, Certan, Sartãa, Sertãa e Sertaâ, explicando que estas últimas palavras derivam de Sertago e Sartão.

No Diccionario da Língua Portugueza de António de Morais Silva, de 1789, já só surge Certã.

Reformas ortográficas

Antes da reforma ortográfica de 1911 adoptada pela portaria de 1 de Setembro de 1911, era comum grafar-se Certã. No entanto essa grafia convivia antes dessa data com a grafia etimológica moderna, e essa situação persistiria durante mais algum tempo. No vocabulário ortográfico de Gonçalves Viana, o pai da reforma ortográfica de 1911, surge sertã e também sertãe, mas não certã. O vocabulário da Academia das Ciências de Lisboa de 1940 incluía a grafia Sertã, mas indicando "também escrito Certã".

As bases analíticas do acordo ortográfico de 1945, incluem especificamente Base V-3.° o termo sertã com minúscula inicial, como exemplo de distinção entre o s e o c. O acordo ortográfico de 1990 inclui explicitamente, na Base III-3.°, o vocábulo Sertã com inicial maiúscula como exemplo de distinção entre o s e o c.

Geografia

Confrontações

O município é limitado a norte pelo município da Pampilhosa da Serra, a nordeste por Oleiros, a sueste por Proença-a-Nova, a sul por Mação e Vila de Rei, a oeste por Ferreira do Zêzere e a noroeste por Figueiró dos Vinhos e Pedrógão Grande.

Geomorfologia

A vila da Sertã localiza-se num vale xistoso, numa área florestal com predominância de pinheiro bravo e, mais recentemente, de eucalipto. O ponto mais alto do concelho, nos limites do concelho de Oleiros, é a Serra de Alvelos, que atinge os 1082 m.

O ponto mais baixo do concelho tem uma altitude de 125 m. A zona compreendida entre o rio Zêzere, o rio Ocreza a oriente, dentro da qual se insere o concelho da Sertã e também Proença-a-Nova é, do ponto de vista geológico, pertencente ao Maciço Antigo, onde predominam os xistos argilosos, gneisses, grauvaques e quartzitos.

Nalguns casos, afloram pequenas manchas de granitos, como a que abrange a freguesia de Pedrógão Pequeno. Ao longo de algumas ribeiras, observam-se terraços fluviais com minerais, cuja importância na economia dos povos indígenas, e posteriormente, dos povos romanizados, poderá ter tido alguma importância. Trata-se de uma área muito montanhosa, profundamente recortada por ribeiras e ribeiros.

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Hidrografia

A localidade é banhada por duas ribeiras, a ribeira da Sertã, também conhecida localmente como ribeira Grande, e a ribeira de Amioso ou ribeira Pequena. Todo o oeste do concelho é delimitado pelo rio Zêzere, mais especificamente pelas albufeiras das barragens do Cabril, da Bouçã e do Castelo de Bode. A grande massa de água influencia o clima tornando-o bastante húmido.

Flora

A região da Sertã e os concelhos em redor apresenta-se hoje coberta com um enorme manto de pinheiro bravo, daí ser denominada a sub-região do Pinhal Interior Sul. Em várias zonas, a mancha de pinheiro bravo começa a ser substituída por eucalipto por ser mais rentável. A oliveira é outra das espécies frequentes na flora local. Em alguns locais, no entanto, vêem-se ainda resquícios de uma floresta mais primitiva, composta por carvalhos, castanheiros, azinheiras e pinheiro manso. O coberto arbustivo é composto por urze, carqueja, giesta, carrasco, esteva e medronheiro, que cobre a camada esquelética do xisto.

A introdução do pinheiro bravo na região fez-se, essencialmente, a partir da Idade Média, ou mais recentemente nalgumas zonas mais montanhosas. Certas áreas que devido à altimetria, não são propícias ao desenvolvimento do pinheiro bravo como a Serra de Alvelos com a sua altitude acima dos 1000 m, apenas vê crescer a mancha arbustiva.

Clima

O clima é de tipo mediterrânico, com algumas influências continentais. Os Verões são bastante quentes, com temperaturas que excedem frequentemente os 30 °C e invernos consideravelmente frios, com noites de temperaturas mínimas negativas, registando-se assim uma elevada amplitude térmica. No Cabeço da Rainha, ponto culminante da serra de Alvelos, e nas freguesias limítrofes é frequente nevar durante o Inverno.

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História

Pré-história

A fundação da Sertã perde-se na noite dos tempos. A primitiva ocupação humana da zona onde agora se localiza a Sertã remontam à época pré-romana. Diversos vestígios arqueológicos atestam a antiguidade do povoamento. Designadamente, as antas da Abegoaria cerca da vila, os achados arqueológicos das Fontainhas perto de Chão de Mil Pedrógão Pequeno, o castro de Castelo Velho, as insculturas da Fechadura perto do Figueiredo, as insculturas da Lajeira cerca das Relvas Ermida, o castro de Nossa Senhora da Confiança em Pedrógão Pequeno, e o castro de Santa Maria Madalena, junto do Casal da Madalena Cernache do Bonjardim.

Da romanização à reconquista cristã

A partir da época romana, os principais achados arqueológicos consistem na inscrição romana de Roqueiro Pedrógão Pequeno, a inscrição romana da Castanheira encontrada na Castanheira Cimeira Ermida, a estação arqueológica da Mata Velha Sertã, a estação arqueológica da serra da Longra Marmeleiro, a ponte dos três concelhos Marmeleiro, a ponte romana do Cabril Pedrógão Pequeno e a calçada romana de Pedrógão Pequeno. Ainda que a tradição atribua a fundação do castelo a Sertório, no ano 74 antes de Cristo, a estação arqueológica do castelo da Sertã revelou uma origem da época islâmica. No contexto das lutas pela Reconquista cristã da península Ibérica, o conde D. Henrique de Borgonha 1095-1112, teria determinado o repovoamento do local bem como a reedificação do seu castelo.

Após a formação da nacionalidade

Foral

Segundo algumas fontes, designadamente Raphael Bluteau, Juan Antonio de Estrada, Carreira de Melo, Frei António Brandão, Miguel Leitão de Andrada e Jacinto Manso de Lima, o conde D. Henrique teria ordenado a reedificação da vila e castelo a 9 de Maio de 1111. Esta informação é possivelmente um erro: uma confusão com a vila de Sátão, que efectivamente recebeu uma carta de aforamento assinada por D. Henrique naquela data.

O mais antigo foral concedido à vila, de que há evidência segura, data de 20 de Outubro de 1513, pelo rei D. Manuel I.

No entanto, deve assinalar-se que o foral de 1513 refere que esse documento foi outorgado por em razão de não aparecerem os antigos, o que pode sugerir uma outra carta de foral desaparecida. Em todo caso parece claro que a localidade tinha sido promovida a vila em 1455. No momento da concessão do foral, a Sertã era já então um concelho de relativa importância, já que os seus representantes tinham assento nas Cortes desde D. Afonso Henriques.

Nesta altura, a vila pertencia à Ordem de Malta. Em 1665, a vila passou para a Casa do Infantado, que assimilou os rendimentos do Grão-Mestrado da velha Ordem de Malta.

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Templários e Hospitalários

A primeira intervenção real devidamente atestada em relação à Sertã ocorreu com D. Afonso Henriques que doou à Ordem dos Templários a terra limitada pelo rio Tejo e o rio Zêzere. A posse da Sertã pelo Templo demorou apenas entre 1165 e 1174, já que neste ano o primeiro rei português transferiu-a para as mãos da Ordem do Hospital.

Durante o interregno de 1383-1385, a Sertã tomou o partido do mestre de Avis. A Sertã foi durante vários séculos, uma das quatro alcaidarias-mores do priorado do Crato, juntamente com o Crato, Belver e Amieira. Os alcaide-mores desempenhavam funções de governador militar de magistrado.

Conhecem-se os seguintes alcaides-mores: Diogo Gonçalves Caldeira, nomeado por D. Duarte, o filho daquele, André Caldeira de Sousa. A este sucedeu seu irmão Diogo Rodrigues Caldeira, seguindo-se o seu filho, Cristovam Caldeira. Existem documentos datados de 1522, que se referem a este último. Vicente Caldeira, substitui-o em 1541, sucedendo João Tobias Caldeira em 1587.

A alcaidaria-mor da Sertã passou depois por via não hereditária a Carlos Araújo de Vasconcelos. Seguiu-se-lhe o filho Pedro Rodrigues de Araújo por volta de 1604. O genro deste, Luiz de Azevedo Faria, herdou o cargo e manteve-o até 1674.

De novo, por via não hereditária, a alcaidaria-mor passou para Filipe de Sousa, e posteriormente para Vasco Manuel de Figueiredo Cabral em 1794. No início do século XIX, o alcaide-mor era Pedro da Câmara de Figueiredo Cabral.

Nos inícios do século XVII,o castelo construído no século X ainda se encontrava em boas condições, embora não tivesse a mesma utilidade de alguns século antes. Mas, no final do século seguinte a fortaleza encontrava-se completamente arruinada.

Lenda da fundação da Sertã

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Segundo a lenda, o castelo da Sertã terá sido edificado em 74 a. C. por Quinto Sertório uma figura histórica, um militar romano, que fora exilado por razões políticas. Veio para a península Ibérica por volta do ano 80 a.C. e aliou-se aos Lusitanos.

Sertório foi traído e assassinado durante um banquete por Perpena um lugar-tenente a soldo de Roma. A Lusitânia ficou então sob domínio romano. Nas lutas ocorridas na conquista da Lusitânia, houve um ataque romano ao castelo, durante o qual o chefe do castelo pereceu.

Sua mulher, Celinda, ao saber da notícia, dando conta que o inimigo chegava às muralhas, subiu às ameias com uma enorme sertã ou sertage uma frigideira quadrada cheia de azeite a ferver na qual fritava ovos. Lançou o azeite fervente sobre os invasores que foram obrigados a recuar. Deu assim tempo que chegassem reforços dos lugares mais próximos.

Foi assim que o nome de Sertã foi dado ao lugar.

Economia e sociedade

O sector do comércio e serviços, apresenta um peso bastante significativo. O turismo, nas suas diversas vertentes hotelaria, restauração, artesanato, lazer, património tem vindo a ser uma aposta determinante que está a revelar-se benéfica para a economia de toda a região.

A indústria assenta principalmente nas empresas transformadoras ligadas às madeiras e derivados. Têm também expressão significativa a indústria transformadora de carnes, de papel e cartão, de corte e acabamento de pedra, indústria das confecções, produção de energia eléctrica hídrica, biomassa e eólica.

A agricultura é um sector de subsistência, que é composta essencialmente por produtos hortícolas, batatas, frutas, azeitonas e azeite, milho e vinha, com expressão reduzida, quer na ocupação de mão-de-obra, quer nos recursos tecnológicos empregues.

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Em 2001, a taxa de desemprego do concelho era de 7,1%. Em 1991, a taxa de analfabetismo na Sertã era ainda de 23,0%, passando a 19,4% em 2001. Em 2001, o concelho tinha 0,7 médicos por milhar de habitantes e 1,8 farmácias por 10 000 habitantes.

Em 2006, 90% da população tinha abastecimento domiciliário de água, com um consumo anual médio de 40,3 metros cúbicos; 70% estavam servidas por um sistema de drenagem de águas residuais. Os esgotos de 65% da população eram tratados em estações de tratamento de águas residuais.

FONTE WIKIPÉDIA

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