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CIDADE DE BEJA

ACIDADE DE BEJA

 

Beja é uma cidade portuguesa pertencente à região do Alentejo e sub-região do Baixo Alentejo, capital do Distrito de Beja e Capital do Baixo Alentejo com cerca de 23 400 habitantes no seu perímetro urbano, sendo a capital do Distrito de Beja e sede da Diocese de Beja.

É sede de um dos mais extensos municípios de Portugal, com 1 146,44 km² de área e 35 854 habitantes , subdividido em 12 freguesias.

O município é limitado a norte pelos municípios de Cuba e Vidigueira, a leste por Serpa, a sul por Mértola e Castro Verde e a oeste por Aljustrel e Ferreira do Alentejo.

História

Crê-se que a cidade foi fundada cerca de 400 anos a. C., pelos celtas , especificamente pelo povo dos célticos, um povo celta que habitava grande parte dos territórios de Portugal a sul do rio Tejo atual Alentejo e Península de Setúbal, e também parte da Estremadura Espanhola, até ao território dos cónios atual Algarve e parte do sul do distrito de Beja.

Também é possível que tenha sido fundada pelos Cónios, que a terão denominado Conistorgis , embora a localização desta cidade ainda seja desconhecida. Os cartagineses lá se estabeleceram durante algum tempo, no século III a.C., um pouco antes da sua derrota e expulsão da Península Ibérica pelos romanos latinos no seguimento da segunda guerra púnica.

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Nos séculos III e II a.C. houve o processo de romanização das populações locais e esta cidade passou a fazer parte da civilização romana, pertencendo a uma região muito romanizada. As primeiras referências a esta cidade aparecem no século II a.C., em relatos de Políbio e de Ptolomeu.

Com a conquista romana, esta cidade passa a fazer parte do Império Romano mais especificamente da República Romana, ao qual pertenceu durante mais de 600 anos, primeiro na província da Hispânia Ulterior e posteriormente na província da Lusitânia.

Com o nome alterado para Pax Julia, foi sede de um conventus circunscrição jurídica pouco depois da sua fundação romana - o Convento Pacense, também teve direito itálico. Esta cidade albergou uma das quatro chancelarias da Lusitânia, criadas no tempo de Augusto.

A sua importância é atestada pelo facto de por lá passar uma das vias romanas. Os Alanos, Suevos e os Visigodos dominaram esta cidade depois da queda do Império Romano, tornando-a sede de bispado.

No século V, depois de um breve período no qual haverá sido a sede da Tribo dos Alanos, os Suevos apoderaram-se da cidade, sucedendo-lhes os Visigodos. Nessa época a cidade passa a denominar-se Paca.

Do ano 714 século VIII ao ano de 1162 meados do século XII, durante mais de 400 anos, esteve sob a posse dos Árabes, primeiro sob o Califado de Córdova e mais tarde sob domínio dos Abádidas do Reino Taifa de Sevilha, que lhe alteraram o nome para Baja ou Beja existe outra cidade com este nome na Tunísia, uma alteração fonética de Paca.

Aqui nasceu o Al-Mutamid, célebre rei-poeta que dedicou muitas das suas obras ao amor a donzelas e também a mancebos homens. No referido ano de 1162 os cristãos reconquistaram definitivamente a cidade. Recebeu o foral em 1524 e foi elevada a cidade em 1517.

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Beja foi o berço da notável família de pedagogos e humanistas do Renascimento que incluiu Diogo de Gouveia 1471 - 1557, professor de Francisco Xavier e conselheiro dos reis D. Manuel I e D. João III de Portugal, a quem recomendou a vinda dos jesuítas; André de Gouveia 1497 - 1548, humanista, reitor da Universidade de Paris e fundador do Real Colégio das Artes e Humanidades em Coimbra e o humanista António de Gouveia.

Criado pelo Rei D. Afonso V de Portugal em 1453, o título de Duque de Beja foi atribuído ao segundo filho varão, até à instituição da Casa do Infantado, em 1654, pelo Rei D. João IV, tendo-o como base.

A cidade manteve-se pequena os séculos seguintes, sendo muito destruída durante as Invasões Francesas entre 1807 e 1811. A partir do século XX notou um certo desenvolvimento económico, como a construção de escolas o novo Liceu em 1937, o novo Hospital 1970, assim como novas instalações judiciais e comerciais, embora muito do seu património antigo tenha sido destruído pelas novas construções, nomeadamente no centro histórico.

Em 2011 foi inaugurado o Aeroporto de Beja sendo que no entanto a grave crise económica motivou a que este se mantivesse em fraco funcionamento e em situação de quase fecho. Sóror Mariana Alcoforado

É atribuída à freira portuguesa Sóror Mariana Alcoforado 1640 — 1723, natural de Beja, a autoria de cinco cartas de amor dirigidas ao Marquês de Chamilly, passadas através da janela do Convento e datadas da época em que o oficial francês serviu em Portugal, país ao qual chegou em 1665. A sua obra Cartas Portuguesas tornou-se num famoso clássico da literatura universal.

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Lenda de Beja

Conta a lenda que quando a cidade de Beja era uma pequena localidade de cabanas rodeada de um compacto matagal, uma serpente assassina era o maior problema da população. A solução para este dilema passou por assassinar a serpente, feito alcançado deixando um touro envenenado na floresta onde habitava a serpente. É devido a esta lenda que existe um touro representado no brasão da cidade.

Geografia Clima

O clima na cidade de Beja a segunda capital de distrito mais quente em Portugal Continental, a seguir à cidade de Évora é mediterrânico, influenciado pela distância à costa.

Tem Invernos suaves e Verões quentes e longos. A neve não é muito comum, mas por vezes pode nevar em períodos mais frios do inverno. A máxima em Janeiro é de 14 °C e em Julho é de 32,8 °C.

A mínima é de 5 °C em Janeiro e de 16 °C em Julho e em Agosto. A média anual anda à volta dos 17 °C. A precipitação total anual média é de 572 mm. A temperatura mais alta registada foi 45.4°C e a mais baixa -5.5°C fonte: Instituto de Meteorologia. Os dados não aparecem na tabela porque não fazem parte do periodo 1971-2000.

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Economia

As principais fontes de rendimento são os serviços, o comércio e a agricultura, antes destacava-se a cultura do trigo, atualmente desenvolvem-se a do olival e da vinha. A cidade está pouco industrializada, mas tem muito potencial para o ser Em Beja estão instaladas duas importantes Empresas Públicas: a EDIA - Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva, SA. e a EDAB - Empresa para o Desenvolvimento do Aeroporto de Beja, S.A.

Museu Rainha Dona Leonor

Este museu foi criado em 1927 e 1928 no antigo Convento de Nossa Senhora da Conceição da Ordem de Santa Clara extinto em 1834, e tem vindo a expandir gradualmente a sua colecção. O edifício um convento franciscano foi estabelecido em 1459 por Fernando de Portugal, Duque de Viseu e de Beja ao pé do seu palácio ducal. As obras continuaram até 1509.

A colecção do museu divide-se em três áreas distintas; arqueologia, ourivesaria e pintura. Na arqueologia podemos encontrar machados de pedra polida, e lápides funerárias epigrafadas da Idade da Pedra; do período romano encontra-se capitéis, numismática e cerâmica comum; alguns vestígios da ocupação árabe; e do período medieval encontram-se principalmente fragmentos de edifícios civis e religiosos da cidade.

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Os vestígios paleocristãos encontram-se no núcleo visigótico do museu, na igreja de Santo Amaro. A ourivesaria do museu é constituída por prataria do século XVI ao século XIX principalmente de origem sacra, mas também existem exemplares da civil.

Uma peça que sobressai é uma escrivaninha em prata branca do século XVI oferecida pelo rei D. Manuel I à cidade. Na pintura, o museu possui uma colecção de pinturas do século XV ao século XVII das escolas portuguesa, espanhola e flamenga.

TEXTO WIKIPÉDIA

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